Uma Nova Paixão

Cruz do Calvário

 

A sexta-feira da paixão é o dia simbólico que lembramos, ou pelo menos deveríamos lembrar, do Cristo encarnado que levou à cruz as nossas transgressões. Jesus de Nazaré, um homem inocente que pregou o amor incondicional e peregrinou espalhando bondade, foi morto por fanatismo, ódio e egoísmo. A grande reflexão que essa morte me traz é: por que só o inocente fora sepultado, e nossa maldade continua vindo à tona?

A cruz do calvário é um símbolo de amor tão surreal que deveria eliminar com ela, também, as nossas trevas. Se olhamos para ‘a paixão’ e não cravamos os pregos em nossa empáfia, rancor, racismo, ódio, indiferença e intransigência, de que valeu tanto sofrimento? Qual o sentido da morte do Cristo senão a esperança de um mundo mais honesto, de cidades com mais praças, de bairros ao invés de favelas, de calçadas, de faixas de pedestre, de mãos que lavam a outra, de entrega da outra face, de menos prisões e mais escolas, de jardins florescidos, de floresta intacta e de meio-ambiente em equilíbrio?

Quando na sexta sepultamos nossos próprios pecados, plantamos a esperança de, ao domingo, rolarmos a pedra e vermos a ressurreição do amor, da esperança, da graça, da compaixão, da misericórdia, da mansidão, da longanimidade, do perdão e da empatia. Que nessa páscoa possamos fazer ressurgir também o seu sentido, e marcarmos o início de dias melhores. Para sempre.

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