Dicotomia

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A beleza é estranha para quem já acostumou com a feiúra.

A paciência é penosa para quem só sabe o que é impulso.

O afeto é vergonhoso para quem só viu desprezo.

A liberdade parece cárcere para quem detém algemas.

O cheio é exagero nos olhos de quem é vazio.

O som incomoda os ouvidos de quem é tolhido.

A luz cega quem é cheio de trevas.

A sabedoria engana quem se deleita na ignorância.

A felicidade é inalcançável para quem é tão fugaz.

O amor é passado para quem não tem futuro.

A vida não passa de um sopro para quem não agradece o respirar.

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